Este género de tradição oral, encontra as suas raízes na galeria de personagens truculentas da Commedia dell’Arte, da qual nasce uma das mais importantes figuras do teatro de marionetas, o Pulcinella assim designado em Itália, Punch em Inglaterra, Don Cristóbal em Espanha, Petrouchka na Rússia ou Dom Roberto em Portugal, conforme o gosto popular.
Ao que tudo indica, o teatro de marionetas existiu em quase todas as civilizações e em quase todas as épocas. Os registos escritos de outras civilizações são menos antigos, na China, na Índia, em Java e em muitas outras partes do Oriente o teatro de bonecos tem uma tradição antiga que é impossível determinar quando começou.
Dedicados a este género de tradição oral, ficaram, entre nós, nomes dos quais somos hoje herdeiros dos seus espólios, histórias, segredos e técnicas, como: Domingos Basto Moura, Manuel Rosado, António Talhinhas o herdeiro da tradição dos Bonecos de Santo Aleixo que resultaram da fusão entre a tradição oitocentista europeia dos teatros de presépio e do teatro de títeres, e António Santos, mais conhecido por “O Sandes”.