Criança

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Pesquisas no Blogue

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Rainha das Cores



Fonte:

http://www.contala.net/outrasrainha.html

A Lebre e a Tartaruga


 Há muitos e muitos anos, no reino da bicharada, vinha uma lebre correndo pelo campo em disparada.
- Eu corro pra lá eu corro pra cá, eu corro pra lá eu corro pra cá, ninguém na floresta me pode vencer, pois igual a mim ninguém pode correr!
 No entanto, nesse momento, andando bem sossegada, surgiu dona Tartaruga, caminhando pela estrada.
- Tralalá lá lá lá lá, lá vou eu devagarinho, carregando a minha casa, pelas curvas do caminho!
 Mas a lebre era matreira, zombava da tartaruga, cantando dessa maneira:
- Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada!
 Porém dona Tartaruga, não gostou da cantoria, pôs a cabeça de fora e berrou com valentia:
- Ora, deixe de ser prosa! Aposto a minha vida como hei de vencê-la numa corrida!
- Aceito o desafio. Amanhã bem cedinho, prometo vir encontrá-la, na curva do caminho.
 E saiu em disparada, pra avisar a bicharada.
 E assim, na manhã seguinte, bem cedo ao nascer do dia, lá estavam todos os bichos, a torcer com alegria!
 O tigre de guardachuva, o macaco de cartola, a cobra de saia e blusa e o sapo de camisola.
 E em meio do entusiasmo e da alegria geral, rompeu a famosa banda do maestro picapau!
E a bicharada gritava numa encontida alegria, quando o macaco apitou, dando início a correria.
 A lebre saiu correndo em tamanha disparada e ao fim de poucos instantes, sumiu na curva da estrada.
 Entretanto a tartaruga, andava tão devagar, que os bichos em zombaria, começaram a cantar: 
- Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada!
 E a lebre, onde andará?
 Ela que tanto correu, já devia estar de volta! Que foi que lhe aconteceu!
- Puxa, como estou cansada, porque fui correr assim. A tartaruga a essa hora, deve estar longe de mim. Sabem que mais? - Vou dormir enquanto espero por ela. Depois de correr um pouco, e passar a frente dela.
 E a lebre adormeceu, tranquilamente a sonhar. Enquanto isso a tartaruga, foi passando devagar.
 Todavia, horas mais tarde, a pobre lebre acordou e vendo a noite cair, apavorada ficou!
- Céus, já está anoitecendo, preciso sair correndo.
 E sem pensar em outra coisa, foi saindo em disparada, quando ouviu soar ao longe, o canto da bicharada!
- Salve a dona tartaruga, tartaruga destemida, deixou a lebre para tras e venceu a corrida!
Dona lebre só vivia a correr o dia inteiro, porém dona tartaruga, andando chegou primeiro!
E a lebre desapontada, afinal compreendeu esta bonita lição que a tartaruga lhe deu.
Não desdenhemos dos fracos e as vezes é bom pensar!


Fonte:


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

As Crianças

As crianças a brincar
E eu a olhar,
Sei deixar de pensar
Se iria voltar a ficar igual.

Estão sempre a cantar
E fazem-nos dançar,
São doces e carinhosos
E estão sempre babosos.

São a nossa razão de viver,
Nascem de nós
Tal como os nossos avós.

Eles são o fruto do nosso amor
E não nos deixam dor,
São traquinas e brincalhões
E estão nos nossos corações.

Fofinhos são
Tristes não ficaram,
Com o nosso amor e carinho
Apetece dar mais um beijinho.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Um Direito para Recordar


 No dia 27 de Abril de 2000, nasceram 2 gémeas a Mafalda e a Sofia meninas cheias de vida, uma loira e outra morena. Os pais das gémeas morreram passado 4 meses, ninguém da família conseguia sustentar as 2 crianças, então decidiram ficar com a Mafalda e colocar a pequena Sofia numa instituição.
 Passaram-se 4 anos, e a Sofia foi adotada por um casal que tinha o desejo de ter uma filha, apesar de não ter uma vida estável. A pequena Sofia, não sabia que tinha irmã, ainda por cima gémea e não sabia a história da sua família.
 A mãe adotiva de Sofia, a mariana era muito forte, pois tinha o seu marido era alcoólico e tinha uma filha para criar, praticamente sozinha.
 Mafalda, tinha uma família alegre, que a protegia, tinha uma vida estável, tinha também o amor que os pais biológicos não lhe poderão dar e todas as condições que uma criança tem direito. Já Sofia não sentia o mesmo, pois ouvia e via o pai a bater na mãe e sempre a discutirem.
 Aos 6 anos as gémeas, entraram na escola, a Sofia não tinha brinquedos, jogos, mas Mafalda tinha algumas bonecas, alguns divertimentos.
 A primeira semana estava tudo a correr bem, mas a Mariana, a mãe de Sofia teve de ser obrigada a abandonar a sua filha, e a frágil sofia ficava aos cuidados do seu pai, que era alcoólico.
 Os tempos foram passando e a Sofia com 8 anos foi obrigada a ir trabalhar com o seu pai, para as obras.
 O seu desempenho começou a ficar muito fraco, pois era raro ir a escola e quando ia notava-se o cansaço no seu rosto.
 Mafalda era uma grande aluna, o seu desempenho escolar era excelente, e tinha um apoio na escola.
 Sofia, começou a não ter dinheiro para pagar os livros e o material escolar, porque o seu pai gastava o seu dinheiro em álcool, e então Sofia com apenas 8 anos teve de ser obrigada a desistir da escola, que tanto adorava.
 Mafalda, entrou no ballet. Sofia não tinha esse tipo de atividades, teve uma infância difícil, porque a mão abandonou-a e o seu pai era alcoólico e nem sequer sabia a sua história de vida, mas foi sempre uma guerreira.
 Passaram-se 12 anos, Mafalda concluía o secundário e preparava-se para entrar na universidade e ser enfermeira.
 Sofia continuava na mesma, o seu pai ainda era autoridade da casa, ele é que mandava e se ela não cumprisse, lá tinha que ir carregar cimento, numa dessas vezes a Sofia aleijou-se e teve de ir fazer um penso ao hospital e a enfermeira era a Mafalda, a irmã, Sofia não sabia que tinha uma irmã, mas Mafalda já andava a procura da sua gémea. Mafalda fez-lhe o penso e reconheceu-a, era parecida com ela mas morena.
 Sofia voltou lá várias vezes e foi sempre Mafalda que lhe fazia o penso, até que começou a suspeitar que a sua irmã, era aquela à sua frente, então seguiu-a até casa e ai parrou ao carro e bateu-lhe a porta e perguntou-lhe como se chamava, a idade e o dia que nasceu, e constataram que tinham muitas datas em comum Sofia não acretiva, parecia um sonho tornado realidade, as duas gémeas reencontrarem-se assim ao fim de tantos anos.
 A Sofia voltou a estudar e a Mafalda voltou a sua vida de enfermeira.